Vigilância Epidemiológica revela que
foram quase 1,1 mil casos da
doença em pouco mais de um mês
No total, 1.095 casos de conjuntivite foram contabilizados no município de Presidente Prudente em pouco mais de dois meses, ou seja, entre 31 de janeiro e 5 de março. Os dados são oficiais e foram disponibilizados pela Vigilância Epidemiológica. Houve surtos pontuais em uma escola e no Centro de Ressocialização (CR), onde 40 presos do regime semiaberto contraíram a doença e precisaram ficar isolados. Os estoques de colírios estão esgotados em algumas farmácias. A Secretaria Municipal de Saúde está precisando efetuar compras especiais de medicamentos. Apesar do grande número de casos registrados até agora, o secretário municipal de Saúde, Sérgio Luiz Cordeiro, garante que a fase mais importante de incidência da doença já passou e que as ocorrências apresentam tendência de queda. Segundo ele, uma das prioridades é saber trata-se de conjuntivite viral ou bacteriana. "Se for viral, não se pode usar corticóides, porque isso deixaria o vírus ainda mais forte. Se for bacteriana, aí pode se usar os antiinflamatórios, sem problemas", explica. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vânia Maria Alves, diz que amostras coletadas de alguns pacientes foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para análises, através da unidade local. Acrescenta que um comunicado da Secretaria Estadual de Saúde indica a ocorrência de surto de conjuntivite em vários municípios paulistas, do tipo viral, pelo Coxsackie –A24, um enterovirus de alto poder de disseminação. "Dependemos dos resultados das análises do Instituto Adolfo Lutz para sabermos qual tipo de conjuntivite temos em Prudente", afirma. Para evitar a conjuntivite, ela sugere alguns cuidados: lavar as mãos e o rosto com frequência, com água e sabão; evitar coçar os olhos; lençóis, travesseiros e toalhas devem ser de uso individual; evitar o uso de objetos (maquiagem, copo, toalha, travesseiro, caneta, lápis) de quem está com conjuntivite.





